
Estados Unidos, Canadá, México, Austrália, Índia, Vietnã, Egito, Cuba, Camboja e Tanzânia estão entre os destinos em que brasileiros devem verificar uma exigência de visto para turismo. Em alguns deles, há isenções conforme documentos já emitidos, forma de chegada ou região visitada. Por isso, a nacionalidade sozinha nem sempre resolve a consulta.
A seleção abaixo foi checada em 9 de outubro de 2026 e considera viajantes com passaporte comum brasileiro, em viagens turísticas. É uma lista de dez destinos para ajudar no planejamento, não um inventário completo de todos os países do mundo. Dupla cidadania, residência no exterior e documentos especiais podem mudar o enquadramento.
Destinos, modalidades e pontos de atenção
| Destino | O que o brasileiro deve conferir |
|---|---|
| Estados Unidos | Para turismo, a referência é o visto B-2 ou o combinado B-1/B-2. O passaporte brasileiro não dá acesso ao programa de dispensa de visto com ESTA. Verifique o processo consular e os prazos de entrevista antes de fechar a viagem. Fontes: visto de visitante e programa de dispensa, Departamento de Estado. |
| Canadá | O visto de visitante é a regra, mas alguns brasileiros podem solicitar eTA quando chegam ou transitam por via aérea. É necessário, entre outros critérios, ter tido visto canadense de visitante nos últimos dez anos ou possuir visto americano de não imigrante válido no momento da solicitação. Veja os detalhes abaixo. Fonte: governo canadense. |
| México | Visto mexicano, salvo uma das dispensas documentais reconhecidas pelo país. Para brasileiros em viagens aéreas, há opção de visto eletrônico; quem tem visto mexicano impresso válido pode continuar a utilizá-lo. Fontes: Instituto Nacional de Migração e aviso operacional da LATAM. |
| Austrália | É preciso ter o visto adequado concedido antes do embarque. A categoria Visitor, na modalidade de turismo, é uma das indicadas pela embaixada para visitantes brasileiros; a solicitação pode ser feita pelo ImmiAccount. Confira na concessão o período autorizado e as condições individuais. Fonte: Embaixada da Austrália no Brasil. |
| Índia | Brasileiros podem utilizar o sistema de eVisa para turismo, além da via consular de visto regular. O pedido eletrônico envolve formulário, documentos e pagamento no canal indicado pelo governo indiano. Confira a modalidade e as condições de entrada antes de solicitar. Fonte: Embaixada da Índia em Brasília. |
| Vietnã | Para roteiros como Hanói e Ho Chi Minh, o turista brasileiro deve providenciar visto. O eVisa pode ter validade de até 90 dias, inclusive com múltiplas entradas, conforme a opção concedida. Há um regime especial para Phu Quoc que exige atenção ao itinerário. Fontes: autoridade de turismo e Ministério das Relações Exteriores. |
| Egito | Para roteiros como Cairo e Luxor, verifique o visto de turismo. O Brasil integra a lista de nacionalidades elegíveis ao eVisa, uma opção de solicitação antecipada. O portal também relaciona documentos a apresentar, como passaporte, autorização impressa e informações do roteiro e da hospedagem. Fonte: portal oficial de eVisa do Egito. |
| Cuba | O turismo exige visto para quem viaja com passaporte comum brasileiro e não se enquadra em situação especial. O país oferece visto eletrônico. O formulário de entrada D’Viajeros é uma etapa documental distinta e não substitui o visto. Fonte: portal oficial Cuba Travel. |
| Camboja | O visto turístico tipo T permite estada de até 30 dias. Há modalidades eletrônica e na chegada, mas os pontos de entrada aceitos devem ser conferidos; o eVisa não serve indistintamente para qualquer fronteira. Fontes: regras oficiais do visto turístico e orientação consular sobre eVisa. |
| Tanzânia | O brasileiro pode solicitar visto online ou na chegada, conforme as condições oficiais. O Ordinary Visa de turismo é de entrada única, para período de até 90 dias. O mesmo visto serve para a parte continental e Zanzibar. Fonte: guia do Departamento de Imigração. |
As exceções que podem mudar seu planejamento
Canadá: ter um visto americano não dispensa automaticamente todas as formalidades. Quem se qualifica para a alternativa aérea precisa obter a eTA. Ela não substitui, como regra, o visto para chegadas por terra ou por barco, inclusive em cruzeiros. Se já possui visto canadense válido, não precisa pedir eTA para usá-lo. Confira todos os critérios no serviço oficial.
México: o INM relaciona dispensas para portadores de visto válido do Canadá, Estados Unidos, Japão, Reino Unido ou países Schengen. Também reconhece determinadas residências permanentes, inclusive nesses países e no Chile, Colômbia e Peru. O aviso da LATAM informa uso de visto eletrônico por brasileiros em chegadas aéreas a partir de 5 de fevereiro de 2026. Para outro meio de entrada, confirme o documento aceito com o consulado mexicano; não extrapole uma regra aérea para cruzeiros ou fronteiras terrestres.
Vietnã: Phu Quoc possui regime de isenção para visitas de até 30 dias sob condições próprias. Isso não deve ser interpretado como dispensa geral para viajar pelo restante do país. Confira se o trajeto e as conexões se enquadram antes de escolher essa alternativa.
Visto eletrônico não é o mesmo que autorização de viagem
Um eVisa é um visto emitido eletronicamente. Já a ETA britânica e a eTA canadense são autorizações de viagem para categorias específicas de visitantes. O nome parecido não torna os documentos equivalentes.
No Reino Unido, brasileiros geralmente usam a ETA, cujas regras detalhamos neste guia. No Espaço Schengen, a isenção para turismo curto continua sujeita ao limite de permanência; confira o guia da Europa e a situação atual de EES e ETIAS. Nenhuma dessas regras deve ser estendida automaticamente a países vizinhos.
Também não inclua um destino nessa lista apenas porque ele exigia visto no passado: a Imigração de Ngurah Rai, na Indonésia, informa isenção de curta visita para brasileiros, de até 30 dias e sem prorrogação, em vigor desde 12 de agosto de 2025.
Antes de emitir passagens
- Confira o passaporte: a nacionalidade, a validade e o tipo do documento devem corresponder aos informados no pedido.
- Revise o trajeto completo: escalas, retirada de bagagem, troca de aeroporto, cruzeiro e cruzamento por terra podem exigir documentos diferentes.
- Leia a autorização concedida: prazo para entrar, duração da estada e número de entradas são informações distintas.
- Use canais oficiais: comece pelo consulado ou governo do destino e verifique novamente as regras perto da viagem.
Essas são orientações editoriais de planejamento. A concessão de visto ou autorização não constitui garantia de admissão, e situações individuais devem ser confirmadas com a autoridade competente.
Redação Jornal do Turismo. Fontes oficiais e aviso operacional atribuído à LATAM consultados em 09/10/2026, às 14h55 (horário de Brasília, America/Sao_Paulo). Conteúdo produzido com auxílio de IA e checagem automatizada. A seleção não é exaustiva; regras, exceções e modalidades podem mudar.


